Por que não dizer com palavras simples? Por que buscar refúgio em metáforas? Em parábolas? Em figuras de linguagem? Talvez porque não são simples os sentimentos que absorvemos ao olhar a natureza.

Ao contemplar coisas e fatos que nos remetem a um abismo dentro de nós mesmos.
Não há nenhuma conjunção simples de palavras que consiga ser fiel ao que se sente quando se vê um céu púmbleo sendo dilacerado num pequeno vazio, de uma cortina de nuvens, por um raio de sol.
Não há nenhum texto objetivo que possa reproduzir a tristeza de se ver sozinho, sofrendo por um amor que não se realiza, ou pior, pela sabedoria de que não existe nenhum amor por se realizar.
Então, acolhido nos floreios. sejam eles literários, pela palavra escrita ou em suaves notas musicais ou, ainda em muitas outras formas disfarçadas, que este sofredor consegue fazer eco no coração de outrem.
Outrem que sente o mesmo, mas teria outras palavras para descrevé-lo.
É assim comigo desde criança. Carrego um perfume, uma colheita de sentimentos que afloram nos mais diversos lugares, mesmo quando ali as flores são outras, de outras cores ou mesmo quando não existem flores.
Como poderia dizer diferente? Dizer que tenho uma melancolia eterna, um abismo em minha alma, que suga tudo que está ao meu redor, para apenas me deixar sozinho num oceano em que só enxergo as vagas?
Não, não tenho palavras simples para isso. Pois não o compreendo, apenas sinto. Como o cheiro de uma infância...
Ao contemplar coisas e fatos que nos remetem a um abismo dentro de nós mesmos.
Não há nenhuma conjunção simples de palavras que consiga ser fiel ao que se sente quando se vê um céu púmbleo sendo dilacerado num pequeno vazio, de uma cortina de nuvens, por um raio de sol.
Não há nenhum texto objetivo que possa reproduzir a tristeza de se ver sozinho, sofrendo por um amor que não se realiza, ou pior, pela sabedoria de que não existe nenhum amor por se realizar.
Então, acolhido nos floreios. sejam eles literários, pela palavra escrita ou em suaves notas musicais ou, ainda em muitas outras formas disfarçadas, que este sofredor consegue fazer eco no coração de outrem.
Outrem que sente o mesmo, mas teria outras palavras para descrevé-lo.
É assim comigo desde criança. Carrego um perfume, uma colheita de sentimentos que afloram nos mais diversos lugares, mesmo quando ali as flores são outras, de outras cores ou mesmo quando não existem flores.
Como poderia dizer diferente? Dizer que tenho uma melancolia eterna, um abismo em minha alma, que suga tudo que está ao meu redor, para apenas me deixar sozinho num oceano em que só enxergo as vagas?
Não, não tenho palavras simples para isso. Pois não o compreendo, apenas sinto. Como o cheiro de uma infância...
