terça-feira, 12 de agosto de 2008

Espectros

"Olá escuridão, minha velha amiga, venho falar-lhe novamente..."

Te vejo como um espectro
Assombrando minha existência
Ontem te vi em meio à multidão
Sabia que não poderia ser tu
Entretanto, por um momento quis que fosse

Mas sei que esta imagem
Como meus pensamentos
São não mais que o reflexo da dor
Que ecoa em meu peito e se desprende
Como um soluço
Como o grito que não dei
Para doer em meus olhos

Sonho todos os dias contigo
Aparece para mim como flor
E como espinho
És como uma maldição, um julgo que carrego
Tenho pavor que esta sina se dê até o último de meus dias
Quando descobrirei se estarei livre
Ou para a eternidade condenado...

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